domingo, 31 de outubro de 2010

Roup Au Bilibibus

As coisas que marcam a gente quando criança nunca saem da nossa memória. Música então...

Há uma certa seqüência de músicas que ficou marcada na minha memória. Pelos meus cálculos, ela deve ser mais ou menos de 94 ou 95, ano em que eu ouvia e cantava clássicos como "uma deusa, uma louca, uma feiticeira... ela é demais!" ou "a saudade é o prego, coração é um martelo, fere o peito e dói na alma e vai virando um flagelo"... Essas e outras pérolas eram entonadas a todo vapor nas nossas viagens a praia e a Críuva, na casa de campo da minha vó. Eram toneladas de fitas K7 e alguns poucos CDs e uma inocência absurda.

Me lembro em especial de uma sequência, que meu inglês arcaico não deixa esquecer nunca: começava com aquele reggae com início estranho cuja letra era "a gu tu be lov... en bi loov" (que mais tarde descobri ser "Could You Be Loved", do Bob Marley). Depois vinha a música do coro assustador e da janela quebrando ("Another Brick In The Wall", do Pink Floyd - ou "a música das crianças virando massa"). E depois vinha aquela música que nunca descobri qual era, mas cujo refrão nunca esqueci. Era algo como "Roup au bilibibus... roup au bilibibus... roup au bilibibus..." Anos passaram e nunca ouvi aquela música de novo, a fita se perdeu, veio o MP3 e as toneladas de músicas que conheci. E aquela canção ficou na história.

Até que esses dias, ouvi ela de novo. Numa matéria bem imbecil no jornal do meio-dia.

E adivinha o que era?

Hope of deliverance + inglês arcaico = roup au bilibibus. Simples!

Sim, ele mesmo. Sir Paul. E agora eu vou ver ele, semana que vem, ao vivo (e do Gramado Premium =P). Não adianta. O que vai, volta.

Thank you, Sir Paul. Desde os meus 7 anos, presente, mesmo sem querer.

=)

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Welcome Back My Friends, To The Show That Never Ends!

Sim, mais um blog... e sua mãe achava que você tinha tempo livre.

E é citando Emerson, Lake & Palmer que digo: senhoras e senhores, olá! Eis que devido a um excesso de informação na minha cabeça, agora posso dizer a você com orgulho: bem-vindo ao Cometa Hits! Quanto ao excesso de informação, não se preocupe que não é nada maléfico ao meu cérebro (ainda). É que com tantas fontes falando de música ultimamente, em todas as timelines da minha vida, tive que ceder à minha vontade natural de falar e escrever sobre música também e a melhor saída foi, novamente, em um blog.

É triste, mas é verdade: o grande dilema da minha vida, no alto dos meus recém-completados 22 anos, é que tem muita banda boa pra pouco disco rígido. Se eu fosse baixar tudo que gostaria de baixar todo dia (e eu normalmente faço isso), eu ia encher alguns discos rígidos em uma semana e não ia nem ter tempo pra ouvir. Então talvez compartilhando essas descobertas, redescobertas e falando um pouco sobre música esse meu dilema tome um jeito.

Alguns dos grandes culpados por me fazer encher os HDs da vida são algumas das inspirações pro blog também: o Blog do Bracin (que na verdade é um Tumblr) do Vinícius Felix, o Scream & Yell, do Marcelo Costa, o Trabalho Sujo e o Vida Fodona, do Alexandre Matias, e o A Day In The Life, do Zannin. E eles são só alguns entre outros podcasts, playlists e Twitters gringos que sigo por aí. As coisas que vou postar aqui certamente serão inspiradas no jeito deles de tratar sobre música - isso o que não vier dos próprios sites - mas sempre com aquele toque "Cometa" de escrever.

E inclusive é do A Day In The Life que vem o vídeo do fim do post de hoje e início do blog. Vi ele no site hoje de tarde e segundo o que diz lá é de uma banda chamada The Good The Bad e... eu dei play no vídeo e não consegui prestar mais atenção no resto. Assiste ali um pouquinho que tu já vai entender. Só sei que a partir de hoje, quando alguém me pedir porque escolhi a música e o rock como meio de vida, vou mostrar esse vídeo, na lata. Duvido que não me dêem razão. Põe carregar e assiste em tela cheia e HD, ok?




Bem-vindos ao Cometa Hits.

Slow and easy, babe.

;-)

Sam espera que você abra esse vídeo no trabalho